A seleção brasileira feminina teve apenas um treino para ajustar a equipe antes do segundo amistoso desta Data Fifa, diante da Argentina, nesta terça-feira, às 20h30, na Arena de Pernambuco. Arthur Elias, que não pôde comandar o time da área técnica no duelo anterior, no Beira-Rio, por suspensão, já projeta alterações na escalação para o confronto em Recife.
Retornos de suspensão mudam o time titular
Três jogadoras cumpriram suspensão no primeiro compromisso da Data Fifa e devem voltar ao time titular: a zagueira Tarciane e as atacantes Bia Zaneratto e Kerolin. Os retornos devem provocar reformulações tanto na defesa quanto no ataque brasileiro, áreas que ganham reforços de peso para o duelo com as argentinas.
Por outro lado, o técnico perdeu duas peças por lesão. Angelina, titular no jogo anterior, deixou a concentração após sofrer uma fratura no nariz. Já Bruninha, desconvocada por uma ruptura no ligamento do joelho direito, permanece com a delegação no Recife, onde segue o tratamento inicial da lesão e participou normalmente das reuniões de equipe, mesmo fora de condições de jogo.
Leitura tática para um jogo “diferente”
Arthur Elias evitou detalhar a escalação, mas sinalizou que espera uma partida com características distintas da anterior. Segundo o treinador, a Argentina deve alternar entre ceder espaço ofensivo ao Brasil e pressionar em marcação alta, um padrão que, na visão dele, já está bem definido no estilo da equipe adversária e deixa pouca margem para surpresas táticas ao longo da partida.
O objetivo declarado é impor mais domínio de posse de bola, mantendo a identidade de jogo que a comissão técnica vem consolidando, incluindo a reação rápida para recompor a marcação nos momentos de perda de bola - um dos pilares do modelo implementado por Elias desde que assumiu o comando da seleção.
Da incerteza de 2024 a uma equipe mais madura
Não é a primeira vez que a seleção de Arthur Elias atua na Arena de Pernambuco: o estádio recebeu a equipe em junho de 2024, em amistoso contra a Jamaica, período em que o grupo ainda buscava consolidar processos de jogo. Para o treinador, o cenário atual é bem diferente, com uma equipe que amadureceu sobretudo após a experiência dos Jogos Olímpicos, considerada por ele um momento de ruptura na construção da identidade coletiva.
Questionado sobre a ausência de Bruninha, Elias destacou o papel de liderança da lateral dentro do grupo e a longa trajetória dela nas categorias de base e na Copa do Mundo. Ele elogiou a postura da jogadora durante o período de transição, afirmando que ela seguiu participando ativamente das atividades da seleção mesmo lesionada, e reforçou que o departamento seguirá acompanhando o caso até a definição das convocações para a Copa do Mundo.