A seleção vietnamita Sub-17 intensifica os preparativos para a Copa do Mundo FIFA Sub-17 de 2026, que será disputada no Catar. Em entrevista coletiva na tarde de 15 de outubro, no Centro de Treinamento de Futebol Juvenil do Vietnã, o técnico brasileiro Cristiano Roland detalhou o plano de trabalho da equipe antes de dois estágios de treinamento no exterior, reconhecendo a dificuldade do Grupo G, mas reafirmando a confiança no espírito coletivo do elenco.
Preparação em etapas e viagens internacionais
Segundo Roland, mais de um mês de trabalho intensivo já produziu uma estrutura de preparação dividida em fases. As duas primeiras semanas foram dedicadas ao condicionamento físico, com ênfase em força e resistência, antes de a comissão técnica avançar para amistosos voltados ao ajuste tático e à coordenação coletiva. O treinador classificou os resultados obtidos até aqui como "apenas o começo", destacando que o tempo restante até a estreia no Mundial será decisivo para elevar o nível competitivo do grupo.
Como parte desse cronograma, a seleção viaja à Coreia do Sul entre os dias 19 e 29 de outubro, período em que deve disputar três amistosos contra seleções de base do país anfitrião. Na sequência, a delegação seguirá para os Emirados Árabes Unidos antes do embarque final ao Catar. Para Roland, os jogos-treino são fundamentais para testar os atletas sob intensidade real e permitir correções no planejamento tático, além de servirem como referência para ajustes em áreas como nutrição, descanso e recuperação física.
Grupo G: adversários de peso e foco jogo a jogo
No Mundial, o Vietnã está no Grupo G ao lado de Bélgica, Nova Zelândia e Mali - um conjunto que o próprio técnico brasileiro descreve como exigente, lembrando que todas as seleções classificadas para a competição já chegam com nível técnico elevado. A comissão técnica vietnamita já analisou pontos fortes e fracos de cada rival para montar estratégias específicas, mas Roland insiste que a equipe deve tratar cada confronto isoladamente, começando pela estreia contra a Bélgica Sub-17. A meta declarada é aproveitar oportunidades, extrair o máximo potencial do elenco e buscar pontos em cada partida, sem se prender a projeções de resultado.
Preparo mental e a força do coletivo
Além do aspecto físico e tático, Roland tem dado atenção especial à maturidade emocional dos jovens jogadores diante da exposição pública e das redes sociais. Segundo ele, a experiência recente na fase final do Campeonato Asiático Sub-17 da AFC ajudou o grupo a lidar melhor com elogios e críticas externas, reforçando a importância de manter seriedade nos treinos e responsabilidade coletiva.
Ao ser questionado sobre destaques individuais, como o meio-campista Nguyen Luc, o treinador evitou concentrar expectativas em um único nome. Para ele, a base do desempenho da equipe deve vir da união, da disciplina tática e da coesão entre as linhas - elementos que, quando bem trabalhados, abrem espaço para que qualquer jogador se destaque em momentos decisivos.
Expectativa realista para o desafio mundial
Roland não escondeu que o nível da Copa do Mundo Sub-17 é superior ao de torneios anteriores disputados pela seleção, exigindo resiliência além da qualidade técnica. "Queremos mesmo fazer a diferença", afirmou o treinador, reforçando que o elenco trabalha com determinação para extrair o melhor rendimento possível em cada partida.
Para o Vietnã, a participação no Catar representa tanto uma oportunidade de ganhar experiência internacional quanto uma vitrine para uma geração de jogadores que busca se afirmar. O desejo do técnico brasileiro é que, independentemente do resultado esportivo, o grupo retorne ao país reconhecido pelo espírito de luta demonstrado diante de adversários de primeira linha.