A temporada 2026 da ATP Masters 1000 já entrou para os livros de história do tênis. Jannik Sinner, número um do mundo, conquistou uma sequência de títulos que nenhum outro jogador havia alcançado desde a criação da série, em 1990, consolidando-se como o grande protagonista do circuito nesta fase da carreira.
A temporada histórica de Sinner
O italiano abriu o ano conquistando o BNP Paribas Open, em Indian Wells, e o Miami Open presented by Itau, completando o cobiçado "Sunshine Double" - façanha obtida por apenas oito tenistas desde 1990 e que não acontecia desde Roger Federer, em 2017. Sinner fez ainda melhor que seus antecessores: foi o primeiro a vencer os dois torneios sem perder um set sequer. Na sequência, ele venceu o Rolex Monte-Carlo Masters e o Mutua Madrid Open, tornando-se o primeiro tenista a conquistar cinco Masters 1000 consecutivos. O ápice veio em Roma, no Internazionali BNL d'Italia, onde Sinner completou o chamado Golden Masters de carreira - vencer todos os nove torneios da categoria ao longo da trajetória -, feito até então exclusivo de Novak Djokovic.
Shelton, Fils e Davidovich Fokina também têm seu capítulo
Enquanto Sinner dominava as quadras europeias, o circuito norte-americano teve Ben Shelton como grande nome do verão em quadra dura. O americano defendeu com sucesso o título do National Bank Open presented by Rogers, em Montreal, repetindo o feito de Toronto em 2025. Com isso, Shelton se tornou apenas o quarto homem a vencer o Masters 1000 canadense em anos seguidos, unindo-se a nomes como Andy Murray (2009-10), Novak Djokovic (2011-12) e Rafael Nadal (2018-19). Já no Cincinnati Open, o francês Arthur Fils encerrou um jejum de 12 anos sem um campeão francês em nível de Masters 1000, enquanto o espanhol Alejandro Davidovich Fokina conquistou seu primeiro título nessa categoria em outubro, no Rolex Shanghai Masters.
Djokovic e os recordes históricos da categoria
Apesar da ascensão de Sinner, Novak Djokovic segue como a referência máxima da história dos Masters 1000. Desde que a série começou, apenas sete jogadores superaram a marca de dez títulos na categoria - e o sérvio lidera isoladamente essa lista. Com o título no Rolex Paris Masters de 2021, Djokovic assumiu sozinho o recorde de conquistas, superando Rafael Nadal, com quem dividia a marca. Em 2023, ao vencer o Cincinnati Open, chegou a 40 títulos de Masters 1000. Ele também lidera o retrospecto de vitórias em partidas nesse nível, à frente de Nadal e Federer, tendo ultrapassado o espanhol durante o Miami Open de 2025. Nadal, por sua vez, havia superado o recorde histórico de Federer em agosto de 2019, ao somar sua 379ª vitória em Masters 1000 durante o National Bank Open presented by Rogers.
Feitos raros: dobradinhas e sequências de torneios
O "Sunshine Double" já foi alcançado 12 vezes desde 1990, sendo a conquista de Sinner em 2026 a mais recente de uma lista que inclui Federer, Djokovic, Andre Agassi e Jim Courier. Já a chamada "varredura de outono" - vencer Madri, Roma e Xangai ou Paris na mesma temporada - foi completada apenas cinco vezes, duas delas por Djokovic. A dobradinha de verão norte-americano, unindo Canadá e Cincinnati, tem apenas quatro vencedores na história, o mais recente deles Daniil Medvedev, em 2022. Quanto à sequência de saibro - Monte-Carlo, Madri e Roma -, Nadal foi o último a completá-la antes de Sinner, em 2010. O italiano repetiu o feito em 2026, reforçando sua candidatura como o novo nome a observar na disputa histórica dos Masters 1000.